De noite, há luar.

Não te podia deixar adormecer sem te dizer que tinhas razão. Mas deixei. E quando acordaste pareceu-me tudo demasiado longe para voltar a falar nisso. Trataste-me o ardor do orgulho dorido quando era eu quem te devia ter lambido as feridas. És sempre mais do que preciso. Tinhas razão. Em tudo. Talvez um dia me leias e me perdoes. E, já agora, consigas perceber que só estavas errado quando disseste que o teu coração só bate por mim. São arritmias, meu doce, de um coração que não reconhece o outro. E a verdade é que o meu está desligado. E eu não o consigo voltar a ligar. Perdoa-me.


* Leonor.
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